segunda-feira, 22 de julho de 2019

Filho D'ouro



Dez anos.
Verdade. Passaram-se dez anos, desde que Te vi pela última vez.
Poderia aqui recordar cada hora deste dia, que começou bem cedo, cada pormenor e cada emoção.
Mas não.

Uma década depois, deixo-me maravilhar pelo presente que, deixado a germinar no meu ventre, vai crescendo. Vai crescendo e vai-me mostrando, cada vez mais, o Teu rosto. Ora espelhado nas águas do Douro, ora em cada manhã, com os olhos ensonados e uma vontade voraz de aproveitar o dia. Ao máximo. Assim é, este meu Filho D'ouro*!


Por agora fecho os olhos e viajo até à terra que Te viu nascer, às margens do Douro e à brisa com sabor a amêndoa...

















*vezes dois. Dois filhos que "valem mais que todo o ouro do mundo"!

sexta-feira, 14 de junho de 2019

A delícia do dolce far niente



Na última década, foram tão poucos os dias em que pude tirar umas horas só para mim que quando isto acontece sinto-me como que a levitar!

A brisa, o som do mar e a intensa maresia deixam-me os sentidos inebriados e permitem-me pensar única e exclusivamente no aqui e agora. Agradeço. E volto a agradecer.

Escrevo. Pauso prolongadamente para saborear. E leio.

E é este raro delicioso dolce far niente, algures no areal, que em muito terá contribuído para a subida dos níveis de serotonina, oxitocina e demais “inas” que naturalmente estimulam a nossa Felicidade!

Namastê! 🙏🏼


quarta-feira, 12 de junho de 2019

Go with the flow!




Alinhadas e elegantes.
Dançam ao sabor do vento, sob os holofotes do Sol e sem falhar o passo!

E há dias assim: de deixar ir e deixar fluir. Deixar-se levar para onde o vento soprar!

Hoje é o dia!

G-o   w-i-t-h    t-h-e    f-l-o-w!!!



P.S. - And a book. Always with a book! 🤙

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Ana


A Ana partiu.
Partiu mais cedo. Cedo demais.

Conheci a Ana  no trabalho de call center. Em 2006. Lisboa. A leveza das nossas conversas e a simplicidade na sua forma de estar marcaram-me para sempre.

A Ana foi a pessoa que me levou para o yoga, numa altura em que esta não era ainda a prática da moda. Os cafés na Quinta do Conventinho, na esplanada na Póvoa ou na Estrela eram como vigorantes terapias. Amizade da boa.

A vontade de ser fermento na massa levou-nos à Quinta da Serra, no Prior Velho. Arregaçar as mangas e bora lá limpar o bairro. Trabalho árduo compensado com os mil e um sorrisos que víamos no rosto das crianças que lá viviam. Feliz estavas com tanto colinho que davas!

De sorriso terno, complacente e muito prestativa. Boa conselheira. A melhor, diria! Foi assim que a conheci e para sempre a guardarei.

Muito obrigada, amiga querida! Namastê!